A revogação tácita das Eirelis
No último dia 9 de setembro, o Departamento Nacional de Registro Empresarial e Integração (DREI) encaminhou às Juntas Comerciais do país ofício circular com orientações sobre a realização de arquivamentos, devido à revogação tácita da Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (EIRELI) pela Lei do Ambiente de Negócios (Lei nº 14.195).
A Lei em referência, responsável pela promoção de mudanças em diversos setores do ordenamento jurídico, foi sancionada e publicada no fim de agosto, contando, no entanto, com alguns vetos do Presidente da República.
Dentre os dispositivos vetados, tem-se aquele que fazia menção à revogação do inciso VI do art. 44 e do art. 980-A, ambos do Código Civil, e que justamente disciplinam a EIRELI. A Lei nº 14.195, por outro lado, acabou sendo sancionada com o art. 41, que estabelece que as EIRELIs serão automaticamente transformadas em Sociedades Limitadas. Daí por que fala-se em revogação tácita desse tipo empresário, vez que, a despeito do veto presidencial e da manutenção dos dispositivos do Código Civil, a nova Lei impôs a transformação de todas as EIRELIs em Limitadas, suprimindo aquela figura do ordenamento pátrio.
Diante desse cenário de possível insegurança jurídica, já que há aparente conflito entre a nova Lei e o Código Civil, o DREI encaminhou ofício a todas as Juntas Comerciais informando que já elaborou proposição de Medida Provisória para que os dispositivos que versam sobre a EIRELI sejam expressamente revogados do Código. O documento também contém orientações sobre a alteração das bases de dados das Juntas, de modo a preservar a identidade de informações das bases estaduais e federal, e sobre a comunicação que deverá ser feita aos usuários.
Outras notícias
14 julho 2026
Locatário inadimplente não pode reter imóvel para garantir indenização por benfeitorias, decide STJ
O atraso no pagamento de aluguéis e encargos impede que o locatário permaneça na posse do imóvel para assegurar o recebimento de indenização por benfeitorias realizadas durante a locação. Esse foi o entendimento firmado, por unanimidade, pela Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A controvérsia surgiu após uma ação de despejo movida pela […]
18 junho 2026
STJ reconhece legitimidade de comprador para exigir obras em áreas comuns de empreendimento
A possibilidade de um adquirente de imóvel recorrer à Justiça para exigir a conclusão de obras de infraestrutura em áreas comuns de um empreendimento foi reconhecida pela Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Para o colegiado, o fato de a controvérsia envolver um interesse comum aos demais proprietários não impede a propositura de […]
03 junho 2026
Receita Federal esclarece tributação de valores de VGBL recebidos em sucessão
A Receita Federal publicou recentemente as Soluções de Consulta Cosit nº 28/2026 e nº 75/2026, que detalham o tratamento tributário aplicável aos valores de planos VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) pagos após o falecimento do titular.Os entendimentos reforçam a necessidade de atenção ao planejamento sucessório envolvendo esses produtos, especialmente em razão das diferentes consequências […]